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Para onde vai meu voto?

Escrito por Pe. João Evangelista dos Santos on .

O Brasil vive um momento muito especial em todo o seu território, pois tem a oportunidade de o seu povo escolher seus representantes políticos mais próximos.

São milhares de vereadores e prefeitos que serão eleitos e, através deles, inúmeros secretários e assessores nos diversos cargos que determinarão se o governo será eficaz ou não.

Em muitos cantos deste país a oportunidade que se tem é de reforçar a esperança num futuro diferente, onde o povo tenha mais espaço e seja visto com mais dignidade. É oportunidade de se pensar na transformação da educação, da saúde, das estradas, dos trabalhos, da cultura, enfim, de tudo aquilo que não tem funcionado da maneira como deveria, através dos quais o ser humano seria verdadeiramente valorizado.

Deprimente neste processo é quando acontece como nesta terra de Sant’Ana em que o importante não é que se tenha bons candidatos, honestos e com boas intenções, mas simplesmente ter condição de vencer, independentemente de com quem seja. Triste é quando para ser candidato com chance de vencer a pessoa tenha que prometer as partes da prefeitura, de forma que o governo fica comprometido antes mesmo de começar as eleições. E neste processo nem estava nos planos escrever sobre cargos, objetos e favores que são pedidos ou oferecidos em troca do seu apoio.

Cada vez que se negocia um voto que seja, o povo perde em educação, saúde, transporte, alimentação, trabalho E dignidade. Uma pessoa ganha um emprego na prefeitura, talvez para não fazer nada, e em troca milhares ficam desempregados e precisam sair da cidade ou passar fome porque condições de trabalho não são criadas. Uma pessoa ganha o estudo em uma faculdade e em troca milhares ficam sem condição de nem mesmo chegar às escolas para concluir o ensino fundamental devido às estradas, aos veículos e às instalações de ensino. Uma pessoa ganha uma cirurgia plástica e em troca milhares padecem por falta de assistência médica adequada, ou pela fome, o frio e o abandono.

Este é um momento singular para se pensar que futuro seria melhor para o povo desta terra. É necessário também que cada pessoa pense no pode fazer para contribuir na construção de uma sociedade melhor. O voto consciente vale alegria coletiva. O voto irresponsável vale a morte de um povo.

Pe. João Evangelista dos Santos